quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

PALAVRAS AO VENTO


Me vejo descrente
Do ser humano
Todas as vezes
Em que ele
Deixa de ser
Coerente
Entre suas palavras
E seus atos.
Quando levanta
Bandeiras
Por causas
Diversas
Apenas na voz.
Mas quando
A oportunidade
De se fazer
Presente,
Único,
Surge,
Ele foge,
Se nega,
Se omite.
E continua sendo
Apenas
Palavras
Que o vento leva.

by Lucia Andrade

Peleja



Deus chamou o Diabo
Para poder conversar
O assunto era sério
Uma decisão era preciso tomar.
Lúcifer chegou rindo
Com o tridente a balançar
Deus sentiu o deboche
Tratou de pacificar.
Explicou para o Diabo
Toda a situação
Uma de suas filhas
No céu podia ficar não.
O Diabo se negou
Bem típico dele isso era.
Foi você quem a criou
Agora fique com a fera.
As nuvens ela vai grafitar
E beijar a boca dos anjos,
Você pode me ajudar
No inferno só tem marmanjos.
Meus demônios vão gostar
Mas o que eu vou fazer?
Se tudo ela descontrolar
Dor de cabeça eu vou ter.
Ela brinca com o fogo,
E vermelho é a cor dela
É bem o seu tipo de jogo
Terá poder sobre ela.
Ela não se corrompe
Você a fez assim
Agora que perdeu o controle
Passa a bola pra mim?
Ainda não estou preparado
Para a desordem
Minha casa enfrentar
Eu sou todo certinho
Isso vai me atrapalhar.
Então o que fará?
Deixe-a lá mais um pouco.
Ela ficando por mais tempo
Você se livra do sufoco.
O tempo dela já passou,
Ela não para de inventar.
Mesmo com as dificuldades
Nada a consegue frear.
Talvez com o peso da idade
A resistência dela se vá.
E quando tiver serenidade
Você a poderá chamar.
Deus e o Satanás assim
Tinham um acordo fechado.
E aquele vaso ruim
Acabou sendo premiado.
Rebelde por criação
Em vez de um final
A mulher furacão
Venceu o bem e o mal.
Essa história é verdadeira
Da mulher que venceu a morte
Por uma vida inteira
O que muitos chamam de sorte.
Muitas coisas ela fez
Contos ela tem de monte
E quem não acreditar
Se quiser que outro conte.

Parte integrante do livro PALAVRAS AO VENTO
Biblioteca Nacional 461.076 Livro 867 Folha 274

Imagem extraída do Google Imagens

BAIXOU DOSTOYEVSKY



Há dias
Que são duros.
Nos quais
As folhas são secas,
Os passos lentos,
Os olhos mortos,
A esperança nula,
O ar sufocante,
A vida feia,
O amor é ódio,
O vento é açoite,
As flores são espinhos,
Os sorrisos são esgares,
As palavras são punhais,
Os olhares são ameaças,
E o mundo...
O mundo é podre.

by Lucia Andrade

Imagem extraída de: withfriendship.com

ELA METE MEDO



Ela mete medo
Porque não tem medo.
De homem,
Mulher
Ou qualquer outra coisa.
Muito menos da morte.
Já a venceu por toda uma vida,
Em várias batalhas.
Cara a cara
Venceu a dor.
Solta os cachorros,
Literalmente.
Desafiou a lógica
E gerou um milagre.
Já foi ameaçada,
Também já ameaçou.
Quando entra numa briga
Pode ser para morrer,
Mas também para matar.
Não foge de aventuras
Nem dos amores.
Vive a vida,
Sorve a vida,
Planta a vida,
Escreve a vida,
Em verso,
Sem prosa,
Do jeito dela,
Sem sutilezas.
Fala o que tem que falar,
Chega aonde quer chegar,
Jeito de chegar chegando,
Sem medo de ser feliz.
Sem perder a alegria de viver.
Segue sempre o coração,
Com seu jeito de criança
Ou vulcão em erupção.
Não cala diante de injustiças,
Não se corrompe,
Nem se guia por regras:
Onde elas estão escritas?
Ela não se curva,
Ela não se entrega,
Selvagem ao extremo,
Forte como aço,
Cortante como navalha.
Livre...
Como ela mesma.
E isso,
Mete medo.

by Lucia Andrade


Imagem extraída de: undercitygirls.blogspot.com

PARADOXO INSISTENTE



Imagina se eu cheirasse,
Se fumasse, se bebesse...
Estopim de uma bomba
Que já veio ao mundo
Pronta pra explodir.
No momento da criação
Passei na fila da energia
Umas mil vezes.
Não sei se sou mulher,
Cachorro com raiva
Ou rojão
Que voa rumo ao céu,
Explode,
Colore,
E volta pro chão.
Orgasmo à flor da pele,
Olhar fatal de falcão.
O Criador assim me fez
E eu não consegui mudar
Numa overdose de vida
Que ninguém consegue aceitar.
Bicho solto, bicho estranho,
Paradoxo insistente.
Peixe fora d´água,
Alienígena, monstro,
Simplesmente diferente.

Parte integrante do livro ARCO-ÍRIS SOBRE CINZA
Biblioteca Nacional 463.856 Livro 873 Folha 77

Imagem extraída de: sopensando1poko.blogspot.com

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

FELIZ OLHAR NOVO!


O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI E AGORA.
Claro que a vida prega peças.
É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais...
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?

Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem.
2010 foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.



A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
2011 não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê?
Acabar com o seu dia?
Com seu bom humor? Com sua esperança?


O que desejo para todos nós é SABEDORIA!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!


Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim...
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3: a dos amigos. Ou mude de classe, transforme-o em colega.
Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento. Me lembro sempre de um lance que eu adoro:
CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM TORNAR-SE REALIDADE.

Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso.
Mas se a gente entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.

2011 pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar.
Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2011 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... pode ser puro orgulho!
Depende de mim, de você!
Pode ser. E que seja!!!


Feliz Olhar Novo!
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal, sonhos e desejos podem tornar-se realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!

Carlos Drummond de Andrade

Imagens:      Internet
Formatação: Regis

ARREMEDO DE GENTE


Vocês sabem o que é uma criatura? Segundo o dicionário é um ser ou coisa resultante de criação. E aquilo era uma criatura. Era do sexo masculino, mas chamá-lo de homem, como sendo um exemplar de ser humano era difícil. O cara não servia como exemplo, mas se achava exemplar. Em seu próprio e distorcido julgamento, era o melhor dos cidadãos, o bambambã, o poderoso... mas, quem dedicasse alguns minutos em analisá-lo atentamente, veria com clareza que ele era um fraco.
Para começar, ele não tinha palavra. A palavra empenhada durava o tempo exato entre o ato de ser proferida e a melhor oferta. E quando ele percebia que havia falado demais? Aí se acovardava, negava o que havia dito, ou até escrito. Um desses ataques de acovardamento aconteceu quando a atual síndica do prédio onde ele morava cobrou a dívida do condomínio. O síndico anterior fora ele, até ser sumariamente deposto do cargo. O grande senhor achou um abuso! Desta forma ele perderia a pose de bacana. Ele era tão bom nisso, fazer pose de bacana. Estava cheio de dívidas, mas gostava de passar o dia circulando de carro, falando no celular e dando ordens aqui e acolá.
No antigo emprego também foi assim, e no anterior também. Parecia o patrão, até que a mordomia acabou, perceberam a fraude que ele era e o demitiram. Trabalho mesmo não era com ele, o que ele gostava era da pose I got the power. Irado com a síndica, ele digitou uma carta ofendendo a mulher de tudo quanto era nome. Ela pagaria caro pela ousadia. Ele, muito esperto, não assinou o papel e o colocou, em ocasião oportuna, por debaixo da porta do apartamento dela. Sorriu satisfeito. Ninguém poderia afrontá-lo daquela maneira. Ele era o cara! Agora ela saberia com quem estava mexendo.
A mulher, dentro da sua razão e do seu direito, entrou com uma ação por danos morais. Tremendo feito gelatina, o homem – ou melhor, a criatura -, correu para o colo da sua advogada. Era ela quem sempre limpava o rastro de lambança que ele deixava. Orientado pela advogada, ele, diante do juiz e da vítima, negaria tudo. Qualquer um poderia ter digitado a carta para incriminá-lo. Qualquer um poderia ter posto a carta por sob a porta da casa da mulher. Negaria até o fim. Se achou muito esperto. Contava para todo o mundo a sua proeza. Inchava de orgulho, parecia um baiacu. Coitado do peixe, ser comparado com tão patética criatura. E o idiota se achava toda vez que comprava filme pirata, quando servia de laranja para corruptos como ele e, por se achar melhor que todo mundo, ainda escarnecia de quem ganhava a vida de forma honesta.
Eram essas as lições que ele passava aos filhos e filhas. Em uma ocasião deprimente, gritou com uma menina que vendia doces no estacionamento do supermercado porque o interrompeu enquanto ele enchia o porta-malas do seu carro com suas ricas compras de mês. Ele era tudo, ela não era nada...
O ter era a vida dele. Dinheiro era tudo; moral, amor, fé, eram besteira. O ser não importava. E ele era um ser tão vazio, que quando não tinha dinheiro para gastar, pensava em suicídio, ficava desesperado, mas não aprendia lição alguma. E são pessoas como ele que gostam e acham que têm muito a ensinar. Pobres criaturas errantes, com seus valores distorcidos que se negam a ver o que a vida tem a ensinar. Exemplos vivos do que não devemos ser e se houvesse algum remédio para esse mal, eu só consigo imaginar um: a humildade.


by Lucia Andrade

“Primeiro o reino de Deus e a sua justiça. No mais, tudo lhe será dado por acréscimo.”  Mt 6:33

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O DESPROPÓSITO DE UMA ÁRVORE DE NATAL DE 11 MILHÕES DE DÓLARES

Tem certas coisas que eu não consigo entender... Fazer uma árvore de Natal com jóias e pedras preciosas para quê? Fugiu totalmente da proposta do Natal numa ostentação desmedida. Tanta gente passando fome no mundo e tanta gente preocupada em mostrar que tem dinheiro. Dinheiro não se come! Quantos pratos de comida daria pra comprar com esse dinheiro? O mundo já está cansado de saber que os Emirados Árabes Unidos, que por sinal andaram acessando o blog, têm dinheiro pra jogar fora, pra torrar, mas a árvore de Natal de Abu Dhabi é um acinte. Os seres humanos precisam de mais sensatez, mais humanidade, amor e fraternidade, principalmente nesta época. O pior é que nem bonita a árvore conseguiu ficar. A minha, de R$ 1,99 é muito mais bonita.
E VIVA JESUS CRISTO QUE NÃO TINHA NADA!

Imagem extraída de: noticias.atmun.com

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO VAZIO


Tens o hábito de juntar objetos inúteis acreditando que um dia (não sabes quando) vais necessitar deles?
Tens o hábito de juntar dinheiro sem gastá-lo, pois imaginas que ele poderá faltar no futuro?
Tens o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outras coisas que já não usas há muito tempo?


E dentro de ti? Tens o hábito de guardar raivas, ressentimentos, tristezas, medos e outros sentimentos negativos?
Não faças isso! Vai contra a tua prosperidade!
É preciso deixar um espaço, um vazio para que novas coisas cheguem à tua vida.
É preciso se desfazer do inútil que há em ti e em tua vida para que a prosperidade possa acontecer.


A força deste vazio é que atrairá e absorverá tudo o que desejas.
Se acumulares objetos e sentimentos velhos e inúteis não terás espaço para novas oportunidades.
Os bens necessitam circular. Limpe as gavetas, os armários, o depósito, a garagem... A mente...
Doe tudo aquilo que já não usas.
A atitude de guardar um monte de coisas inúteis só acorrenta a tua vida.
Não são só os objetos guardados que paralisam a tua vida.
Eis o significado da atitude de guardar: quando se guarda, se considera a possibilidade de falta, de carência...


Acredita-se que, amanhã, poderá faltar e que não haverá maneira de suprir as necessidades. Com esse pensamento, estás enviando duas mensagens ao teu cérebro e à tua vida:
A de que não confias no amanhã. E que o novo e o melhor NÃO são para ti.
Por isso te alegras guardando coisas velhas e inúteis! Até o que já perdeu a cor e o brilho.
Deixa entrar o novo em tua casa... E dentro de ti.

Mensagem criada a partir do texto PRINCÍPIO DO VAZIO de Joseph Newton
Fotos do artista canadense Gregory Colbert
PRODUCCIONES RAKIMCHILE – CANADA


UMA CAIXA DE PRESENTES VAZIA



Faltavam poucos dias para o Natal e a menina aturdia-se por não poder comprar o presente para a prima que se recuperava de uma grave pneumonia. Sua família era muito pobre e ela, a mais velha dos três irmãos, era quem mais sentia o peso da pobreza, uma pobreza que esmagava.
O pai trabalhava, e muito, mas era um trabalho mal remunerado e que dava apenas para saldar as despesas principais da casa. A mãe lavava e passava a roupa de outras famílias para ajudar com alguma coisa e poder tomar conta dos filhos pequenos. Todo o dinheiro extra que seus pais ganhavam no final do ano, era para comprar calçados, alguma roupa e o que sobrava, era usado para finalizar a obra da casa, que nunca acabava. Os tijolos ainda aparentes, o chão de cimento grosso, laje apenas nos dois quartos e o terceiro ainda no alicerce.
O Natal era sempre passado junto à família do irmão de sua mãe. Era lá que morava a prima querida, a estudiosa e exemplar Ana, um modelo de pessoa e amiga para a menina Catarina. Era como Ana que queria ser quando crescesse. A moça que muito se esmerava em estudar para ter um futuro melhor. Catarina amava seus pais, porém, sabia que estavam presos em um círculo vicioso difícil de sair. Adultos, pobres, com filhos e uma casa para manter e com quase nenhum estudo. E ela não queria isso para ela, então, espelhava-se na prima e sempre que podiam, ambas passavam horas conversando e lendo. Ana emprestava livros para Catarina e esta, por sua vez, os lia avidamente e sonhava com uma vida melhor.
Mas, naqueles dias, ela só conseguia sonhar em conseguir um presente para sua querida prima. Ana acabara de sair do hospital e Catarina queria muito dar-lhe um belo presente, mas não tinha nada em seu cofrinho além de duas moedas de cinquenta centavos. Foi caminhando pela rua em direção à casa de uma vizinha para a qual sua mãe lavava roupas, rezando em seu íntimo para que um presente caísse do céu. Na volta para casa, viu na calçada uma caixinha de papelão vazia que fora jogada fora. Pegou a caixinha e teve uma idéia.
Na véspera do Natal, ela correu, ansiosa, até o quarto da prima com a caixinha embrulhada para presente. Usara as duas moedas de cinquenta centavos para comprar o papel de presente. Sabia que Ana a entenderia. Vendo a ansiedade da menina, todos seguiram para o quarto logo atrás dela. Quando Ana abriu a caixinha, viu que não tinha nada dentro. Considerou que o presente era a própria caixa.
            - Que lindo, Catarina! Vou usá-la para guardar meus brincos. – A mãe de Ana, que só conseguia ver o lado ruim de tudo, diante da caixa vazia logo falou:
            - Que idéia, Catarina! Uma caixa vazia... Isso não é presente que se dê.
            - Mas eu a achei linda. É um excelente porta-jóias. – disse Ana, tentando agradar a prima. Catarina apressou-se em explicar, tendo a certeza de que a prima entenderia.
            - O Natal é uma época de renascimento, então, quando vi essa caixa, pensei em você. É como se, neste Natal, depois de sair do hospital, você estivesse renascendo. Uma nova chance foi dada a você. E essa caixinha simboliza isso. Você pode olhar para dentro dela e ver o que você quiser: um novo futuro, tendo a experiência do que fez de errado no passado, de como acabou ficando doente, e modificando algumas coisas para que isso não aconteça de novo no futuro. No vazio da caixa podem estar todos os seus sonhos ao mesmo tempo em que você pode jogar todas as suas dores dentro do vazio dela, tampar e se libertar para sempre. Ao ver a caixa, percebi que há muitas pessoas, que assim como eu, não têm condições de fazer uma ceia farta e compartilhar do consumismo que impera nesta época, então, eu me apeguei ao que o Natal realmente simboliza, que é o nascimento de Jesus Cristo e não todo o resto. E Jesus nasceu pobre e sem nada. Talvez se todos nascessem assim, o mundo fosse um lugar melhor porque o ser seria mais importante do que o ter. E você, Ana, sempre foi especial para mim.
Ana entendeu perfeitamente a intenção da menina e a abraçou com todo o carinho e amor que sentia naquele momento.
            - Esse foi o melhor presente que eu já recebi na minha vida. Sempre que eu olhar para a caixinha, vou lembrar de você e do que ela significa. Vou sempre olhar meus sonhos aqui dentro. Vou abri-la para as coisas boas e fechá-la para as coisas ruins. Você tem razão, Catarina, a gente se preocupa demais com o que temos e com o que não temos e esquecemos que Jesus, o homem mais falado de toda a História, nunca teve nada a não ser a sua palavra e seus ensinamentos. E a gente sempre esquece o que ele ensinou.
Todos ao redor se abraçaram. As primas choravam, emocionadas, mais amigas do que antes, numa mútua admiração. A caixinha foi colocada ao pé da árvore de Natal e Ana fez questão de deixá-la aberta, para que qualquer um pudesse ver seus sonhos quando quisesse.

by Lucia Andrade


Imagem extraída de: pt.dreamstime.com

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

26.723 MOTIVOS PARA TER VERGONHA DE SER BRASILEIRA

É inaceitável uma coisa destas! Estou completamente revoltada. Meu estômago está revirado. Para o trabalhador nunca tem dinheiro. Médicos, professores e policiais ganham uma miséria enquanto eles, com tudo pago pelo nosso dinheiro, nos afrontam com tamanho descaramento. E que tipo de povo somos nós que nos calamos diante dessa vergonha?! Num país sem saúde, sem educação, sem moradia, eles riem da nossa cara! Torram o nosso dinheiro com seus banquetes e nos dão um cestão de Natal... Cestão fu....! Não dá pra levar o Brasil a sério. Não desse jeito. Isso é o espelho do povo que somos. Enquanto os povos do mundo inteiro ainda vão para as ruas lutar por seus direitos, nós brasileiros, nos omitimos, nos encolhemos embaixo da cama e aceitamos tudo isso calados. Contente-se, cidadão, com os seus míseros R$ 510,00 sabendo que eles, pelo menos eles, terão uma ceia digna de reis. FELIZ NATAL! HO HO HO HO HO!

"O povo não deve temer seu governo. O governo que deve temer seu povo". 

Frase do filme V de Vingança para pensar nesse momento. Quem sabe um dia a ficha cai e o povo acorda? No dia em que isso acontecer, sabe lá o que virá à tona...

Atenção Bin Laden: tem mais duas torres em Brasília. Por favor, liberte o povo brasileiro destes infiéis, no sentido literal da palavra. 

Imagem extraída de: soqueriaentender.com.br

sábado, 11 de dezembro de 2010

CURSOS DE FÉRIAS NA ESTAÇÃO DAS LETRAS

O ano de 2010 está acabando e 2011 já está batendo na porta. Hora de começar a planejar o ano que vem. E os cursos da Estação das Letras estão muito bons. Espero poder encontrar tempo e dinheiro para fazer pelo menos dois. Vale a pena entrar no site e conferir a programação. Todos, sem exceção, são bons demais. É preciso aprender sempre. 

LUCIA ANDRADE POR ROSEMARIE PARRA

A amiga e poetisa Rosemarie Parra, do Uruguai, fez esta linda homenagem a minha pessoa no Akros Encontros, dentro do Encontro de Poetas e Amigos. Amei. Ela é uma doce criatura que ilumina com seu sorriso os dias de todos nós que temos a honra de participar desta rede. Agora, o meu desafio é criar algo tão bom quanto o que ela criou. Não sei se tenho competência, mas prometi tentar. Beijos Rosemarie.

RODAS DE LEITURA E LANÇAMENTO DE LIVRO COM CRISTOVÃO TEZZA


Atenção galera! Isso é imperdível, imperdível, imperdível. Esse é um escritor fenomenal. Não dá pra perder. Só que desta vez não é na Estação das Letras e sim no Auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional, R. México, s/nº - Centro do Rio (entrada pelo jardim). Eu estou aqui me rasgando porque neste dia estarei em Niterói numa palestra sobre Roteiro Cinematográfico no NPD - Núcleo de Produção Digital.  Oh, vida cruel! Só convite bom e eu não tenho um clone pra ir nos dois lugares. Gente, perde não... Passem lá e depois me contem como foi. E depois tem laçamento do novo livro dele pela Editora Record UM ERRO EMOCIONAL com coquetel e autógrafos. 

Cristovão Tezza (1952) é natural de Lages, Santa Catarina. Em 1961, a família se mudou para Curitiba, Paraná. Em 1968 passou a integrar o Centro Capela de Artes Populares (CECAP), dirigido por W. Rio Apa, com quem trabalhou até 1977. Ainda em 1968, também participa da primeira peça de Denise Stoklos, e no ano seguinte de duas montagens do grupo XPTO, dirigido por Ari Pára-Raio, sempre em Curitiba. Em 1970 concluiu o ensino médio no Colégio Estadual do Paraná. No ano seguinte, entrou para a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (RJ), desligando-se em agosto do mesmo ano. Em dezembro de 1974, foi a Portugal estudar Letras na Universidade de Coimbra, matriculado pelo Convênio Luso-Brasileiro, mas como a universidade estava fechada pela Revolução dos Cravos, passou um ano perambulando pela Europa. Em janeiro de 1977, casou-se. Em 1984, mudou-se para Florianópolis (SC), onde trabalhou como professor de Língua Portuguesa da UFSC. Voltou a Curitiba em 1986, agora dando aulas na UFPR, onde leciona até hoje. Em 1988 publicou "Trapo" (Brasiliense), livro que tornou seu nome conhecido nacionalmente. Nos dez anos seguintes, publicou os romances "Aventuras provisórias" (Prêmio Petrobrás de Literatura)," Juliano Pavollini", "A suavidade do vento", "O fantasma da infância" e "Uma noite em Curitiba". Em 1998, seu romance "Breve espaço entre cor e sombra" (Rocco) foi contemplado com o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional (melhor romance do ano); e "O fotógrafo" (Rocco), publicado em 2004, recebeu no ano seguinte o Prêmio da Academia Brasileira de Letras de melhor romance do ano e o Prêmio Bravo! de melhor obra.

Essas informações sobre o escritor foram extraídas de:

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

ALCÂNTARA É A PRIVADA DO INFERNO

Me desculpem os moradores do Alcântara, em São Gonçalo, mas a realidade é essa: Alcântara, do jeito que está é sim a privada do inferno. Diziam que o Haiti era a cozinha do inferno, mas Alcântara consegue ser mil vezes pior. Já circulei por vários municípios da Baixada Fluminense e nenhum se assemelha a isto. Se eu fosse um comerciante do bairro, não pagaria nem um centavo de imposto. Os camelôs, muitos com produto pirata, invadem as calçadas e ruas. Tem barzinho que enche a calçada inteira de mesas e cadeiras, toma posse mesmo. Tem loja que faz muro na calçada, fechando a passagem dos transeuntes. Nessa época, então, Alcântara fica intransitável. Não tem fiscalização de postura, a guarda municipal quando aparece é para bater papo nas esquinas, juntar grupinho e não fiscalizar nada. As vans e ônibus fazem o que querem. Sujeira pra todo lado a ponto das ruas cheirarem mal. É UM DESGOVERNO SÓ! SÃO GONÇALO TEM GOVERNO? EU NÃO ESTOU VENDO. SERÁ QUE NÃO SERIA A HORA DE REPENSAR A EMANCIPAÇÃO DO ALCÂNTARA? É o maior centro comercial de São Gonçalo e, consequentemente sua maior arrecadação. Vale a pena ter loja em Alcântara? Eu choro quando tenho que ir lá. Vou pro Centro de São Gonçalo - não que seja muito melhor, mas é menos pior -, vou pro Rio, pra Itaboraí - que não tem quase nada -, mas fujo do Alcântara.

A última enchente foi desastrosa para o bairro. Consequencia do descaso, do abandono, das inúmeras PRACINHAS DE LIXO - porque essa é uma verdade: a atual prefeita adora praças, mesmo que seja de montes de lixo -, da falta de fiscalização de postura e falta de planejamento para um bairro que é praticamente uma cidade e que cresce desordenadamente.
Fico imaginando o lugar daqui mais uns anos. Isso me dá arrepios. Vai ser o caos do caos. Me pergunto quanto da arrecadação de impostos é destinada à melhoria do bairro. Quanto dessa carga tributária retorna para o Alcântara? Qual o futuro do Alcântara? Não adianta obra de maquiagem quando o caos já está instalado. É preciso e urgente repensar a manutenção, as áreas do comércio ambulante, a coleta de lixo e a implantação de coleta seletiva de lixo e, principalmente, a fiscalização, sempre, para que o direito de ir e vir do cidadão seja mantido. Atualmente, não dá pra ir pro Alcântara, e se você for, sabe-se lá se virá.

imagens extraídas de: grandealcantara.blogspot.com - gostei muito deste blog. Parabéns ao jornalista Vagner Rosa pelo excelente trabalho. Vou virar visitante assídua.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

"QUANDO MEU FILHO NASCER, ELE VAI SER CAPOEIRA"

A menininha dormiu e acordou tranquila ao som do berimbau e do atabaque. Como diz a letra da música: "Quando meu filho nascer, ele vai ser capoeira." O meu filho, infelizmente, ainda não despertou, mas eu continuo tentando. Meu sonho é vê-lo praticando capoeira. Se for o sonho dele também...

Essa imagem me marcou muito no evento de ontem. Não sei se era a mãe ou a avó do menino, mas ele correu para que ela tivesse a honra de colocar a corda que ele havia acabado de ganhar. Me emocionei, muito.

Nosso amigo Quartel, recebendo a corda de Contra Mestre. Agora só falta a de Mestre. Desafio pela frente, sonho a realizar. É isso aí, meu amigo. Você conseguiu. Parabéns.

Nubinha jogando com o marido. Agora era a vez dele receber sua corda. Toda a família pratica capoeira. As duas filhas, o menino, a mãe e o pai. O evento todo foi muito família, bonito de ver. Crianças e jovens querem isso: exemplos para seguir. Parabéns a essa linda família.

O pai jogando com a filha caçula. Preparação para ele conseguir mais uma corda, mais uma graduação. Havia muito respeito e admiração no olhar de ambos.

Enfim, a tão sonhada corda, colocada pela escolhida: a companheira de muitos anos. Momento feliz dessa família linda, fruto de um trabalho de muitos anos de preparação.


Crianças sendo crianças. Felizes. Brilho nos olhos, sorriso nos lábios, praticando esporte, cantando, em família, entre amigos. Fórmula muito simples e a melhor de todas para formar cidadãos.

Mais que um esporte, a capoeira é completa se for seguida em sua origem. As músicas são ensinamentos. São parte de uma das culturas que ajudou a construir este país. A capoeira nasceu aqui, no nosso Brasil e é muito respeitada lá fora, mas aqui não tem apoio nenhum. Uma roda de capoeira é democrática: é espaço para homem, mulher e criança. E esses dois que estão aí na foto, encararam os marmanjos feito gente grande. Eles arrebentam.

Tudo isso só foi possível porque o Mestre Sombra acreditou e encarou mais esse desafio. O local foi cedido pelo Fábio, o Tio Fábio, e pela Paula e a família deles. Toda a família se esmerou muito para que esse evento fosse o sucesso que foi. Muito trabalho e poucos holofotes. Foi um ótimo domingo.

Enfim eu pude conhecer a Nubinha. Nos conhecemos na internet, por causa de uma das minhas postagens do blog sobre capoeira. Aí ela me adicionou no Orkut e a gente passou a trocar mensagens. Ontem, finalmente, nos conhecemos pessoalmente. Gostei dela mais ainda e de toda a sua linda família. Beijos Nubinha!




quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CINE JAZZ NO MAC - NITERÓI - RJ


De 04 a 12 de dezembro de 2010, a partir das 16 horas, no Museu de Arte Contemporânea, no Ingá, em Niterói. Cinema e música. ENTRADA FRANCA. Vale muito, muito, muito a pena, gente. Levem câmera para tirar fotos do local, que é lindo.