segunda-feira, 7 de junho de 2010

5 PERGUNTAS PARA CLAUDETE FELIX



Atriz e Professora de Português e Literatura. Carioca com quase 17 anos de idade X 3. Carinha de criança arteira, sonhos de menina moça e um coração do tamanho do universo. Essa é Claudete.

1 - Após 24 anos de Centro de Teatro do Oprimido, qual o trabalho que mais te emocionou?

O grupo de trabalhadoras domésticas e atrizes Marias do Brasil. Amigas nos tornamos quando em 1998 o grupo começou... Tornaram-se atrizes, descobriram-se poetisas, compositoras e cantoras. Ver as mudanças em suas atitudes: antes tímidas e passivas... Agora altivas e ativas mulheres em busca de seus direitos e sonhos, lutando para, através da Arte, mudar o mundo.

2 - Você já viajou quase o mundo todo. Dos lugares que conheceu, o que te encantou mais?

No exterior, a beleza da cultura, do tom da pele, do brilho dos olhos, a solidariedade entre os moradores de Calcutá, India, Festival Internacional de Teatro do Oprimido em 2006. Em nosso país, Alagoas, pela intensidade do verde dos coqueirais e das águas, mais o sorriso, a gentileza de um povo tão amigo.

3 - Um sonho a ser realizado...

Trabalhar na região norte do país.

4 - Na sua visão, enquanto educadora, o que deveria mudar na educação pública?

A cobrança de que o professor deve dar jeito nos problemas como: mais de 50 alunos nas salas de aula, com ventiladores quebrados em prédios velhos sem estrutura para receber tantos jovens e crianças. Esta não é uma mudança solitária, mas coletiva e urgente.

5 - Cite-me um exemplo de povo civilizado.

Ainda recente no processo de civilização, o Brasil está aquém de avanços quanto a educação, saúde, transporte e tecnologia - precários ao extremo por problemas simples de administração e honestidade. Áustria, Inglaterra e Alemanha dão um show de organização nestas áreas. Felizmente o planeta é redondo e as fronteiras são imaginárias; um dia haverá uma única nação (porque precisamos uns dos outros para sobreviver e sonhar) onde a civilização terá desenvolvido a solidariedade a tal ponto que haja pão, remédio, casa, família e justiça para todos nós.



Um comentário:

Luiz Vaz disse...

Deliciosa a entrada nesse mundo de recortes organizados, um patch work de afetos, beijocas Lúcia, parabéns!