domingo, 10 de outubro de 2010

AMOR, CARINHO E PIZZA

Essa semana foi muito difícil e sempre depois de uma crise eu fico meio revoltada com o comportamento de algumas pessoas que agem como se nada estivesse acontecendo e se alienam da realidade. Nem toda família reage bem quando tem um portador de deficiência ou de patologia na família. Eles tentam tampar o sol com a peneira mais furada que encontram e eu, sinceramente, até hoje não consigo entender esse comportamento. É difícil aceitar que as pessoas mais próximas de você ajudem quando NÃO precisa ajudar e DESAPAREÇAM quando a gente mais precisa delas. Mas tudo bem, quem carrega o problema somos nós que o temos, então, somos nós que temos que aprender a nos virar sozinhos.
A história que vou transcrever abaixo, relata muito bem essa situação de abandono que pessoas como eu sentem às vezes, mas eu sempre ria quando minha amiga Ívina me contava. Seria cômico, se não fosse deprimente. Não para mim ou para quem luta pra se manter de pé, mas para aqueles que se negam a estender uma mão amiga quando alguém precisa. A vida é feita de altos e baixos e ninguém, repito, ninguém fica por cima pra sempre.


Depois de analisar os exames do Paulinho, o médico fala com os pais em particular:

- Sinto dizer que o rapaz está com uma doença grave. Fora as providências médicas possíveis, cabe a vocês apenas esperar e, principalmente, dar-lhe muito amor, carinho e uma boa alimentação... Voltem de trinta em trinta dias para o acompanhamento do caso.

Daí a um mês, o médico pergunta:
- Então, como está o Paulinho?
- Bastante bem, doutor... Estamos fazendo tudo o que o senhor falou: amor, carinho e pizza.

No mês seguinte:
- Não está nada mal. Continuamos dando a ele muito amor, carinho e... pizza.

Na terceira visita, diante da invariável resposta, o médico pergunta:
- Ótimo, melhor assim. Mas, por curiosidade... por quê sempre pizza?
E o pai:
- Ora, doutor, é uma das poucas comidas que a gente consegue enfiar por baixo da porta...

E eu pergunto a vocês:
"Qual foi a semente que você plantou?"

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