quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TUOV APRESENTA NO RIO ESPETÁCULO QUE CELEBRA CENTENÁRIO DA REVOLTA DA CHIBATA





Visando a divulgação do centenário da rebelião que ficou conhecida como A Revolta da Chibata, a Funarte, com apoio da ABI – Associação Brasileira de Imprensa, convidou o grupo paulista Tuov – Teatro Popular União e Olho Vivo para encenar, no dia 20 de novembro, sábado às 17h, no Auditório Oscar Guanabarindo, na ABI, a peça “João Cândido do Brasil – A Revolta da Chibata”, com ingressos gratuitos.
A peça conta a história da liderança do marinheiro gaúcho e afro-descendente João Candido Felisberto que fez com que o movimento rebelde conhecido como A Revolta da Chibata ultrapassasse o episódio ocorrido na Marinha de Guerra do Brasil, que se desenrolou em novembro de 1910, no Rio de Janeiro, para uma ampla conotação social.

ABI –  Rua Araújo Porto Alegre, 71 – Centro - RJ


O Almirante Negro

A Revolta da Chibata ocorreu durante o governo de Hermes da Fonseca, em 1910. Foi um levante de cunho social, realizado em subdivisões da Marinha, sediadas no Rio de Janeiro. O objetivo era por fim às punições físicas a que eram submetidos os marinheiros, como as chicotadas. Os marinheiros requeriam também uma alimentação mais saudável e que fosse colocada em prática a lei de reajuste de seus honorários, já votada pelo Congresso. De todos os pedidos requeridos, o que mais afligia os marujos eram os constantes castigos a que eram sujeitos. Esta situação revoltou os marinheiros, que eram obrigados, por seus comandantes, a assistir a todas as punições aplicadas, para que elas servissem de exemplo. Os soldados se juntavam e ao estampido de tambores traziam o rebelado, despido na parte de cima e com as mãos atadas, iniciando o castigo.
A sublevação deu-se quando um marinheiro de nome Marcelino Rodrigues levou 250 chicotadas no convés do navio de guerra Minas Gerais.
O presidente Hermes da Fonseca percebeu que não se tratava de um blefe e decidiu ceder diante do ultimato dos insurgentes. Os marinheiros confiaram no presidente, entregaram as armas e os navios rebelados, mas com o término do conflito o governante não cumpriu com a sua palavra e baniu alguns marinheiros que haviam feito parte do motim. Os marinheiros não se omitiram diante deste fato, estourando outro levante na Ilha das Cobras, o qual foi severamente abafado pelas tropas do governo. Muitos marujos morreram, outros tantos foram banidos da Marinha. Quanto a João Cândido, foi aprisionado e atirado em um calabouço na Ilha das Cobras, sendo depois internado no Hospital de Alienados da Praia Vermelha. Em 1912 ele foi julgado e considerado inocente. Historicamente ficou conhecido como o Almirante Negro, aquele que aboliu o uso da chibata na Marinha brasileira.


Agora completou a programação do meu niver. Tem apresentação no CTO também, só que mais tarde. Sushi no almoço, muito bolo de aniversário  e teatro depois. Tá bom demais da conta, como diria meu amiguinho Gilberto, lá de João Pinheiro, MG.

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