terça-feira, 28 de dezembro de 2010

ELA METE MEDO



Ela mete medo
Porque não tem medo.
De homem,
Mulher
Ou qualquer outra coisa.
Muito menos da morte.
Já a venceu por toda uma vida,
Em várias batalhas.
Cara a cara
Venceu a dor.
Solta os cachorros,
Literalmente.
Desafiou a lógica
E gerou um milagre.
Já foi ameaçada,
Também já ameaçou.
Quando entra numa briga
Pode ser para morrer,
Mas também para matar.
Não foge de aventuras
Nem dos amores.
Vive a vida,
Sorve a vida,
Planta a vida,
Escreve a vida,
Em verso,
Sem prosa,
Do jeito dela,
Sem sutilezas.
Fala o que tem que falar,
Chega aonde quer chegar,
Jeito de chegar chegando,
Sem medo de ser feliz.
Sem perder a alegria de viver.
Segue sempre o coração,
Com seu jeito de criança
Ou vulcão em erupção.
Não cala diante de injustiças,
Não se corrompe,
Nem se guia por regras:
Onde elas estão escritas?
Ela não se curva,
Ela não se entrega,
Selvagem ao extremo,
Forte como aço,
Cortante como navalha.
Livre...
Como ela mesma.
E isso,
Mete medo.

by Lucia Andrade


Imagem extraída de: undercitygirls.blogspot.com

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