terça-feira, 28 de dezembro de 2010

PARADOXO INSISTENTE



Imagina se eu cheirasse,
Se fumasse, se bebesse...
Estopim de uma bomba
Que já veio ao mundo
Pronta pra explodir.
No momento da criação
Passei na fila da energia
Umas mil vezes.
Não sei se sou mulher,
Cachorro com raiva
Ou rojão
Que voa rumo ao céu,
Explode,
Colore,
E volta pro chão.
Orgasmo à flor da pele,
Olhar fatal de falcão.
O Criador assim me fez
E eu não consegui mudar
Numa overdose de vida
Que ninguém consegue aceitar.
Bicho solto, bicho estranho,
Paradoxo insistente.
Peixe fora d´água,
Alienígena, monstro,
Simplesmente diferente.

Parte integrante do livro ARCO-ÍRIS SOBRE CINZA
Biblioteca Nacional 463.856 Livro 873 Folha 77

Imagem extraída de: sopensando1poko.blogspot.com

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