sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

SAUDADES DA VISTA DO CHAPÉU MANGUEIRA


Dia desses, me lembrei de quando eu circulava nos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira. Deu uma saudade danada. Bolinho de chuva da Dona América e aquela vista maravilhosa. O difícil era chegar lá no alto. Nem sei como eu conseguia. Mas valia a pena. O Leme todo lá embaixo.


Quando não tinha dinheiro pra kombi, tinha que subir à pé mesmo. E a subida começava antes daí. O Eli dizia que subir em ziguezague cansava menos. Pra mim cansava do mesmo jeito, mas eu subia. Meus amigos ajudavam.


Pessoal muito legal. O triste era ver a casa da senadora dando festa com carro pipa enquanto o resto do morro carregava lata d´água na cabeça. Dizer que mora no morro assim é fácil, né? Depois, invariavelmente, no fim da tarde, a gente seguia para o Parque Garota de Ipanema para assistir show de grátis. Depois do show, encerrar a noite vendo a pescaria e as ondas quebrando nas rochas da Praia do Diabo.


Tem anos que não vou lá, mas essa semana, bateu uma nostalgia daquele tempo bom que não volta mais. Lá eu fiz um pacto de amizade com meus três amigos à meia-noite.

Imagens extraídas do Google.

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