sábado, 29 de novembro de 2014

A RAINHA DE NAHALIBAH - FANFICTION PARTE 1


FANFICTION

A Rainha de Nahalibah

Parte 1

by Lucia Andrade

O vento sopra em Nahalibah. Badra sente o aroma de algo que ela procura há muito tempo. Com um gesto, ela consegue ver um lugar. Um sorriso sai de seus lábios.

- Achei. Agora você não me escapa mais, pirata.



O almoço no Granny´s estava animado. Emma e Hook se acertaram definitivamente e, tão logo a casa dele ficasse pronta, ele pretendia pedi-la em casamento. Largara de vez a vida de pirata, restando apenas o Jolly Roger como lembrança. Lady Ailish estabelecera-se temporariamente na casa que fora de Johanna, antiga criada da família de Snow White. Killian comprara as terras próximas à enseada. Era agora um empresário, graças aos baús de ouro e jóias que Maeve lhe dera.
Storybrooke vivia tempos de paz. Emma, assim como todos na cidade, achava que o final feliz enfim havia chegado. Um fato apenas a deixava triste: Regina. A prefeita continuava sozinha, longe de Robin, que voltou a viver na floresta com Marian. Emma sentia-se culpada e, de certa forma, isso atrapalhava sua felicidade com Killian. Um vento forte e repentino chamou a atenção de todos. Uma mulher, morena, de olhos negros como a noite, coberta de véus, surgiu no meio do salão. Prontamente, todos se ergueram. David, com a mão na espada, perguntou:
- Quem é você? – A mulher olhou para Killian, que tinha o semblante muito sério.
- Esqueceu de mim, Hook? 
- Como me encontrou?
- Eu disse que o encontraria novamente. Disse também que quando nos víssemos de novo, não lhe daria a mesma chance, lembra?
- O que quer agora?
- O mesmo que queria antes: você. E desta vez, eu vou levar – Emma se adiantou e ficou na frente dele.
- Quem é ela, Killian?
- Alguém do meu passado – a mulher riu.
- Do passado, do presente e do futuro – ela ergueu a mão. David puxou a espada, mas foi paralisado, assim como todos os demais. Temendo por Emma, Hook ficou na frente dela, mas foi paralisado também. Emma tentou usar seus poderes.
- Se eu fosse você não faria isso. Olhe ao redor – Emma vê punhais suspensos no ar, encostados às gargantas de todos os presentes. Killian pediu:
- Por favor, Badra, deixe-os em paz.
- Vou deixar, assim que fizer o que vim fazer – ela se aproximou dele e enfiou a mão no peito dele, segurando seu coração. Ele gemeu de dor. – Jamais despreze uma mulher e jamais despreze uma feiticeira poderosa como eu. – Ela apertou ainda mais o coração dele, dentro de seu peito. Killian sentia uma dor cortante. Emma não conseguia se mexer. O desespero a dominou. O rosto de Killian contorcia-se de dor. De um golpe só, Badra arrancou seu coração. Killian tentou se apoiar na mesa, mas não conseguiu e caiu no chão com a mão no peito. Badra se abaixou e colocando uma caixinha no chão, diante dele, disse:
- Quando se recuperar venha encontrar-me. Basta abrir a caixa. Caso não venha, pagará o preço – levando seu coração, ela desapareceu, assim como os punhais. Emma correu para socorrê-lo.
- Killian! Killian! Como se sente? – ele não conseguiu falar. O ar ainda faltava.


QUEM É KILLIAN JONES - FANFICTION PARTE 1


FANFICS


QUEM É KILLIAN JONES



PARTE 1

by Lucia Andrade


Aos sete anos, Killian embarca em um navio com seu pai, Brais, rumo a outros reinos. Um dia, durante a viagem, Killian acorda e descobre que seu Brais havia fugido. Alguns homens procuravam por ele. O capitão do navio, ao qual Brais devia dinheiro, para não ter prejuízo e sem saber o que fazer com o menino, aporta em um dos reinos e o vende como escravo.
Killian é levado para trabalhar em uma pedreira. Muito pequeno ainda, o menino assustado acaba chorando, sendo sempre punido severamente por isso. Após muitas punições violentas, ele passa a entender que ali não era permitido chorar ou reclamar. Seu corpo franzino vivia machucado e sujo e as mãos sempre cortadas pelo trabalho pesado demais para uma criança.
Com o passar do tempo, acabou por fazer um amigo, um menino de onze anos chamado Erwin, que tornou-se seu protetor, na medida do possível. Dormiam na mesma cela, junto com outros escravos.
Com a ajuda de Erwin, Killian se acostumou à sua nova condição. Um dia, porém, Erwin, com fome, afrontou o capataz mais cruel que havia na pedreira e este lhe deu uma surra. Erwin ficou muito machucado e adoeceu. Killian cuidava do amigo sempre que podia, porém, sem os cuidados adequados, Erwin veio a falecer. Killian, ao ver o amigo inanimado, gritou por ajuda, mas já era tarde demais. Killian se revoltou e apanhou por isso. Dali em diante, o menino emudeceu e a tristeza tomou conta dele.
Algum tempo depois, homens apareceram na pedreira, procurando por Killian. Entre eles estavam Brais e o capitão do navio que o vendera. Sem entender nada, Killian foi levado por eles e impedido de se aproximar de Brais.
De volta ao porto de Irelast, os homens, Killian e Brais seguiram até um lugar deserto. Lá, todos apearam de seus cavalos, sendo que Killian ficou na carroça, sob a guarda de um deles. Dali ele viu Brais e os homens se distanciarem. De repente, um deles puxou a espada e golpeou Brais. Pouco depois, Killian viu seu pai cair no chão. O homem se agachou e desferiu outro golpe no homem caído. Killian arregalou os olhos, mas não conseguiu chorar ou gritar. O grupo voltou e todos seguiram pela estrada até chegar em uma casa grande e bonita.
Killian estava com medo, quase em estado de choque e sequer percebeu que já estava sendo banhado por uma criada em um dos quartos da casa. A mulher cuidou de seus machucados e lhe vestiu roupas limpas. Ela ordenou que ele se deitasse enquanto buscava algo para ele comer. O cansaço e as emoções o venceram e antes que ela retornasse, o menino caiu em sono profundo.