quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Tríade

Eu sempre fui uma verdadeira moleca. Para O Poder e A Intuição por todas as nossas travessuras. Caraca, foi muito bom.


Um amigo trouxe outro
E três pensamentos
Se uniram.
Ideais se identificaram,
Planos foram feitos.
Três pontas de amizade.
A Força,
A Intuição,
O Poder.
Um completando os outros,
A Tríade.
Três espíritos moleques,
Alegres,
Brincalhões.
O desejo foi vencido,
Permanecendo a lealdade.
Um filme,
Um sonho,
Um pacto.
A Força,
A Intuição,
O Poder.

Parte integrante do livro PALAVRAS AO VENTO
Biblioteca Nacional 461.076 Livro 867 Folha 274

Novo sentimento

Não fossem as suas mentiras, eu teria te amado, de verdade. Jamais havia chegado tão perto deste sentimento quanto quando estava com você. 

Do amanhã nada sei.
Hoje,
Trago no peito
Um novo sentimento.
Inexplicável,
Imensurável...
Porque ontem,
Feito mágica,
Você encheu minha alma
De sorrisos.
Me fez transbordar de alegria.
Fez de mim a mulher
Mais feliz do mundo.
E cada suspiro que dou
Parece chamar o teu nome.

Parte integrante do livro PALAVRAS AO VENTO
Biblioteca Nacional 461.076 Livro 867 Folha 274

Liberdade e alegria

Desde que você foi embora, existe um buraco no meu coração. Jamais houve alguém como você. Fica bem. Nossos grafites ainda estão aqui.



Do seu lado
Eu me transformo.
Eu sou sorriso,
Sou moleque.
Somos peças que se encaixam.
A Força e o Poder.
Liberdade e Alegria.
A vida é leve,
Os dias belos.
Música compartilhada,
Ideias renovadas.
Nós dois.
Díade, dupla ou o que for...
Nos completamos.
Sonhamos,
Criamos...
Respeitando,
Gostando,
Sentindo falta...
Somos nós,
Nós desatados,
Livres.
Para sempre,
Eu e você.

Parte integrante do livro PALAVRAS AO VENTO
Biblioteca Nacional 461.076 Livro 867 Folha 274

Rigor mortis

E se, no último instante, o coveiro for bonitinho, eu paro tudo, só pra dar um beijinho.

É uma festa,
Despedida.
É um enterro,
Missão cumprida.
Não há tristeza
Nem saudade doída.
Há música,
Alegria,
Roupa colorida.
As bocas beijadas
Podem se apresentar.
As que não foram beijadas
Ainda podem beijar.
Os lábios roxos,
Tomados pelo rigor mortis.
Morgana,
Mortícia,
Abandoanando a vida mundana.
Brindem à vida,
Cantem a morte.
Renascimento
À própria sorte.
Semeou o bem,
Bons frutos colherá.
Semeou o mal,
Agonia terá.
Nada disso importa.
Cantem,
Celebrem.
Cubram-se de sorrisos
Quando lembrarem da morta.

Parte integrante do livro ARCO-ÍRIS SOBRE CINZA
Biblioteca Nacional 463.856 Livro 873 Folha 77

Maldita distância


Mil fotos vou pedir,
Outras mil eu vou mandar.
Mil cartas vou escrever,
Mas nada disso adianta,
Estou morrendo sem você.
Nossos momentos juntos
Não consigo esquecer.
A saudade grita seu nome
Em mim.
E eu amaldiçoo a distância
Que nos separa
E que o meu coração
Desconhece.

Parte integrante do livro ARCO-ÍRIS SOBRE CINZA
Biblioteca Nacional 463.856 Livro 873 Folha 77

Caminhos tortuosos


Nem sempre o caminho certo
É o mais fácil.
Quase nunca é.
É difícil tomar as decisões corretas.
Ser correto é difícil.
Parece que você é o errado
Quando quer fazer o certo.
Geralmente é doloroso,
Quase sempre é,
Fazer o mais acertado.
Escolher não o meio certo,
Ou o meio errado,
Mas o correto,
De verdade.
Que nem sempre é o caminho reto,
Quase nunca é.
Geralmente o caminho tortuoso
É o correto.
E o reto,
É o errado.
Mas se você consegue,
Ao final da sua luta interna,
Seguir o melhor caminho,
O certo,
Continue por ele,
Persevere nele,
Acredite nele.
Na reta de chegada,
Quando olhar para trás,
Terá a certeza
De que fez
A escolha certa
Indo ao encontro de Deus.

Parte integrante do livro ARCO-ÍRIS SOBRE CINZA
Biblioteca Nacional 463.856 Livro 873 Folha 77

Incólume


Quisera eu guardar-te novamente
Em meu ventre,
Casulo seguro,
Redoma perfeita.
Quisera eu proteger você
Desse mundo cão.
Entendo agora a dor do parto.
É a dor de ter de dar ao mundo
Nossa carne,
Pedaço do nosso corpo,
Nossa própria alma.
É a dor de não poder guardar
Dentro de si
O tesouro mais precioso,
Depois de ter gerado.
A dor de carregar dois corações.
E sentir para sempre
As alegrias,
As tristezas,
As descobertas,
Do seu e do outro
Que já não é mais seu.
Dois corpos em um só corpo
E ter de entregar um deles
À sorte.
Quisera eu que voltasse
Pra dentro de mim.
E ali ficasse escondido,
Incólume,
Só meu.

Parte integrante do livro ARCO-ÍRIS SOBRE CINZA
Biblioteca Nacional 463.856 Livro 873 Folha 77

Que seja breve


Que seja breve,
Mesmo que não seja indolor.
Que venha,
E que seja breve.
Que beije rapidamente minha face
E me leve.
Não me prenda nas correntes
Da imobilidade.
Nos caminhos sombrios da inconsciência.
Seja breve.
Segure a minha mão
E arranca-me daqui
Em um suspiro,
Em um fechar de olhos.
Deixe minha casca,
Esse corpo doente largado,
Entregue aos vermes,
Ou ao fogo da cremação.
Minha bagagem é pequena,
Poucos tesouros no coração.
Pagarei pelos meus pecados,
Em uma próxima existência.
Venha logo,
Seja breve.
Não me reserve o castigo
Da dependência de outras mãos.
Ordeno que me liberte logo,
Seja breve.
Mesmo que o preço a pagar
Seja a dor mais lancinante que encontrar.
Mas quero que seja breve.
Antes de minha mente parar de pensar,
De minhas pernas se recusarem a andar,
De meu corpo não querer mais se levantar.
Apenas te peço:

Seja breve.

Parte integrante do livro ARCO-ÍRIS SOBRE CINZA
Biblioteca Nacional 463.856 Livro 873 Folha 77

How can I say?


How can I say
Eu quero beijar sua boca?
I want kiss your mouth?
Se for assim,
Me diz que sim.
Yes, yes, yes!
Nada de stop,
Take it easy.
Answer only yes,
Just yes,
I want too.
Kiss me,kiss me now!
Hold me
E esquece o resto,
Everything...
A aula de inglês
Que fique pra depois,
After. Let´s go,
Delicious teacher.
Larga o livro.
The book is on the table.
Ele ali deve ficar.
Because I...
I go home, and you
Comigo quero levar.

Parte integrante do livro ARCO-ÍRIS SOBRE CINZA
Biblioteca Nacional 463.856 Livro 873 Folha 77

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Nuestro Daniel Arenas



Licença Creative Commons

Nosso Daniel Arenas

Sim, é nosso
Sem uma Pátria, do mundo.
Do nosso amor, nosso carinho,
Nosso bem-querer.
Sim, é nosso
Porque vive em nossos corações,
Nossos sonhos,
Nosso será para sempre.


Nuestro Daniel Arenas

Si, es nuestro.
Sin una Patria, del mundo.
Nuestro amor, nuestro cariño,
Nuestra bienquerencia.
Si, es nuestro
Porque vive en nuestros corazones,
Nuestros sueños,
Y así,
Estaremos siempre.

Tradução de Tatiana Andrade

Presente dos Deuses


Porque este homem lindo me inspira logo cedo. Então, juntei o útil ao agradável.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Argumento do roteiro O Viggo Mortensen e Eu

Dizem que a prática leva à perfeição. Um dia eu chego lá.

Parte integrante de uma coletânea de roteiros
Biblioteca Nacional 587.110 Livro 1.122 Folha 412

ARGUMENTO

O VIGGO MORTENSEN E EU – UMA HISTÓRIA DE CINDERELA

Lucia Andrade

Após colocar a si própria e ao ator Viggo Mortensen como personagens de sua autobiografia, Lucia teve um sonho no qual se encontrava com o ator, em uma festa. Após achar que não conseguiria falar com ele, por diferenças sociais, culturais e de linguagem, o próprio ator surgia, do nada, atrás dela e lhe recitava um poema. Lucia acorda estarrecida e anota o poema. Mais tarde ela percebe que, curiosamente, o texto recitado encaixa-se perfeitamente em um trecho do romance, justamente um trecho com os personagens Viggo e Lucia. Um ano e meio depois, ela descobre que o ator virá ao Rio de Janeiro para o lançamento de um filme do diretor Vicente Amorim, no qual interpreta o protagonista. Sem saber como fazer para encontrá-lo e sem ter convites para o evento, Lucia briga com Deus, dizendo que se ele a fez colocar o ator no livro dela, e se ele quisesse que este encontro acontecesse, ele teria agora que lhe abrir uma porta e colocar alguém em seu caminho. Naquela mesma noite, seguindo sua intuição, Lucia viu uma jovem estudante de cinema surgir no seu caminho. Conversando com a jovem, ela conseguiu convencê-la a tentar colocar Lucia o mais próximo possível do ator. Ali estava sua fada madrinha, que não prometeu nada além de tentar ajudá-la. Na véspera do evento, a fada madrinha Joana, ligou para Lucia e confirmou que ela entraria para ver o ator e pediu que ela arrumasse uma roupa bem chique. No dia do evento, Lucia chegou ao cinema achando que entraria pela porta dos fundos, mas Joana à esperava exatamente na entrada principal, com direito a tapete vermelho e tudo. Intimamente, Lucia viu que Deus lhe havia aberto uma maravilhosa porta. Apesar do tumulto com a chegada do ator, Joana consegue controlar tudo e Lucia assiste a pré-estreia bem pertinho do ídolo. Após a exibição, com o reinício da confusão, Joana e Lucia quase desistem, quando, inexplicavelmente, o encontro acontecesse exatamente como no sonho de Lucia de um ano e meio atrás. Quando ela se vira, Viggo estava parado, de frente para ela, quase colado e então, ela lhe entrega o envelope que conta a história do livro no qual ele havia virado personagem. No dia seguinte, Lucia teve dúvidas se fora sonho ou realidade. Correu para a sala e lá estavam o vestido e a sandália prata. Realmente acontecera. E ainda bem que ela não havia perdido a sandália porque tinha que devolver no dia seguinte na loja de aluguel de roupas.