sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Fanfiction Amorcito Corazón - Willy sem saída ´- parte 3


por Lucia Andrade


A noite havia caído quando Willy deixou a cantina e se encaminhou para casa, para pegar o Willy Móvil e ir à casa de Hortensia. Entrou em um dos muitos becos do Bairro Progresso, mas de repente, alguém se pôs a sua frente. Eram homens encapuzados. Dois obstruíram sua passagem e outros dois o cercaram por trás. Preocupado, ele perguntou:
- O que vocês querem? Vieram a manda de Jorge? - Um dos homens, que tinha uma pistola na cintura, fez um gesto com a cabeça e o outro ordenou.
- Fica quietinho e vem com a gente. Temos que dar um passeio - Willy sabia o que viria depois: outra surra a mando de Jorge Solis.
- Cadê o patrão de vocês? Eu posso explicar a ele que eu não tenho mais nada com a Beba. A gente não tem nem se visto mais. Me levem até ele que eu converso com ele - um dos homens o empurrou.
- Cala a boca e segue em frente - Willy viu que se aproximavam de um dos cantos escuros próximo à quadra. Lá, ele não teria como fugir. Tinha que tentar escapar agora. Desvencilhando-se do cerco, Willy tentou fugir mas foi alcançado e jogado no chão. Ele lutou com os homens e conseguiu arrancar a máscara de um deles. Ao ver o rosto do homem, surpreso, Willy parou de lutar.
- Rickiee…? Ele foi dominado e levado a um canto. Lá, ele perguntou:
- Por que, Rickiee? Você já pegou o dinheiro, o que você quer?
- Cala a boca, irmãozinho. Era você ou eu. E eu já gastei o dinheiro, então, vou ter que fazer o serviço.
- Que serviço? Do quê você tá falando?
- Quem mandou tirar dinheiro das coroas cheias da grana?
- Você sabe que eu não faço mais isso. Eu parei. Seja lá quem tiver pago pra você me dar uma surra, pode dizer que eu parei desde que conheci Lucía.
- Eu tentei evitar, Willy, mas não dá. Se eu não fizer o serviço, eu vou pra vala. Sinto muito, irmãozinho - um dos homens do bando, ordenou:
- Não fica enrolando, acaba logo com isso! - Willy reconheceu aquela voz. Era El Jaibo. Ricky tirou uma navalha do bolso. Willy tentou se libertar.
- Rickiee, pra quê isso? - Ricky não respondeu. Willy sentiu o golpe frio da navalha em seu rosto, o cheiro do sangue, a dor… o sangue obscureceu seus olhos. Suas pernas bambearam. Ele tombou. El Jaibo o segurou pelos cabelos e Ricky o feriu novamente. Outro golpe e Willy tombou ao chão.
- Você deixou Jorge Solis com muita sede de vingança, Willy. Ele quer ter certeza de que a mãe dele nunca mais vai te procurar. Pelo menos, você tá vivo. Willy viu os vultos deles se afastando e também seu rosto queimando de dor. Em um esforço sobre-humano, Willy se ergueu e seguiu sem direção certa. Ele foi se amparando nas paredes, mas não conseguia enxergar para onde estava indo até que viu vultos na escuridão.


Moncho, Nacho, Lucía e Juanita conversavam próximo ao caminho da quadra, quando viram um vulto cambaleante ao longe.
- Alguém vem lá - disse Juanita.
- E parece estar bêbado - completou Nacho. Lucía foi quem o identificou primeiro.
- Parece Willy! - Moncho correu. Ao chegar perto do amigo, Moncho ficou chocado. Willy não o reconheceu.
- Me ajuda… me ajuda… - Lucía chegou logo em seguida. Ela começou a chorar.
- Willy! Willy! - Nacho imediatamente pegou o celular e chamou a ambulância. Willy já não conseguia ouvir mais nada.

Um comentário:

Cissa Samorano disse...

Vc não fez isso c/ meu Willy...Pq amiga, pq, judiação do meu Boy...ele já não tem sofrido bastante? Chega já. Que pecado, uma carinha tão bonita...