domingo, 25 de outubro de 2015

Fanfiction Amorcito Corazón - Willy sem saída - parte 6


por Lucia Andrade


Se antes Willy era a criatura mais extrovertida do mundo, agora ele vivia no mais absoluto isolamento. Quase não saía do quarto e até as refeições eram feitas lá. De início, quando ele se recusou a sair, Lala brigou com ele, mas depois, vendo que ele ficaria com fome mas não sairia, ela não reclamou mais. E Moncho, o fiel escudeiro, tentou convencê-lo.
- O que te custa, Willy…? Doña Lala não tem culpa do que aconteceu e desse jeito você a está punindo.
- Não é punição, Moncho. Eu só não quero ter que olhar no rosto dela e ver os olhos dela cheios de lágrimas toda vez que olha pra mim. E Bárbara? Ela nem sabe o que dizer… Então eu prefiro ficar aqui.
- Willy, você não vai poder ficar aqui o resto da vida. Cadê aquele Willy que saía para correr, que ia pra quadra jogar basquete com os compas?
- Eu nunca mais vou pisar naquela quadra - Moncho se arrependeu de ter tocado no assunto.
- Uma hora você vai ter que sair, voltar a trabalhar, voltar a viver…
- Voltar a trabalhar como? Só se for para afugentar os clientes.
- Também não é assim. As pessoas gostam de você, vão estranhar no início, mas depois vão aceitar e entender.
- O que eu não suporto são os olhares, como se eu fosse um monstro - Moncho tentou fazê-lo sorrir. Deu um tapinha no ombro de Willy.
- Que olhares se você não sai pra lugar algum? Garanto que a mulherada ia amar essa sua nova cara de mau - nesse momento, a campainha tocou. Moncho saiu para atender porque Lala saíra para ver uns trabalhos de costura. Pouco tempo depois ele voltou acompanhado de Beba, que irrompeu quarto adentro. Quando ela viu o rosto de Willy, caiu de joelhos ao chão, chorando.
- Então ele fez… Jorge fez… Foi meu filho, não foi? Foi Jorge que fez isso? - Willy a segurou pelos braços e a ergueu.
- Beba, eu tô bem. Vai ficar tudo bem - Beba o abraçou apertado.
- Eu sinto muito, Willy. Eu achei que ele não teria coragem - Willy se afastou e olhou para ela.
- Beba, Beba, se acalma, eu tô bem.
- Você falou para a polícia?
- Não. Eu não tenho como provar e… tem você. Mesmo que eu tivesse como, eu não faria, por você - Beba o abraçou e chorou ainda mais. Depois de alguns minutos, mais calma, Beba falou:
- Eu vou te ajudar. A gente vai ver um cirurgião plástico, eu pago tudo. Lá fora, se for preciso. Eu não vou deixar você assim - Willy se afastou dela e sentou na cama.
- Eu não posso aceitar. A gente não vai mais poder se ver. Seu filho ameaçou a minha família e agora eu não tenho mais dúvidas de que ele é capaz de cumprir com as ameaças.
- Ele não precisa saber. Eu deposito o dinheiro na sua conta e dou um jeito de descobrir o melhor cirurgião plástico que existe - Willy balançou a cabeça.
- Não Beba. Depois do que aconteceu eu não vou correr o risco. Você tem que se afastar de mim, por favor. Eu gosto muito de você, te agradeço a oferta, mas, minha mãe e minha irmã são tudo o que eu tenho - Beba, percebendo que Willy tinha razão, que Jorge realmente seria capaz de fazer isso, acatou. Ela pôs a mão no rosto de Willy.
- Do fundo do meu coração, eu sinto muito e o que você precisar - ela olhou para Moncho que estava parado na porta do quarto -, basta dizer que eu dou um jeito.


Moncho voltou ao quarto depois de levá-la até a porta.
- Por que não aceita a ajuda dela? Se fizermos direito o filho dela não vai saber.
- Ele vai, Moncho. O que eu vou te dizer é uma coisa que você nunca vai poder contar pra ninguém. Ninguém, entendeu?! - Moncho balançou a cabeça afirmativamente.
- Foi Ricky quem fez o serviço para o filho de Beba - Moncho esbugalhou os olhos abismado.
- NÃO! Você não tá falando sério…
- Infelizmente tô, Monchito. Foi meu próprio irmão que fez o serviço sujo. E de alguma forma, ele passa tudo para Jorge. Então não, eu não vou correr o risco.

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