sábado, 31 de outubro de 2015

Fanfiction Amorcito Corazón - Willy sem saída - Parte 8


por Lucia Andrade


Willy estava a ponto de explodir com Ricky circulando pela casa. Mesmo quase não saindo do quarto, era insuportável saber que ele estava lá depois de tudo o que fizera. Era uma afronta pessoal que chegava a provocar dores estomacais em Willy.
- O que pretende fazer? - Perguntou Moncho, vendo a aflição de Willy.
- Se eu pudesse eu sumiria daqui. Eu daria qualquer coisa para ir para bem longe. Das duas, uma: ou ele aprontou e está fugindo de alguém ou da polícia, ou ele quer alguma coisa.
- Mas o que ele poderia querer?
- Nãos sei… Talvez alguma informação. Ricky não dá ponto sem nó - Willy passou as mãos pelos cabelos nervosamente. - Vamos mudar de assunto senão eu vou enlouquecer. Tem certeza que quer me devolver o Willy Móvil?
- Disso não tenho dúvidas. Nada mais justo depois do que você fez por nós todos. Eu nunca vou poder te pagar. E isso já está decidido.
- Obrigado, Monchito. Pelo menos a alegria de saber que ainda tenho meu carrinho… Minha vontade é entrar nele e pegar a estrada.
- E porque não faz isso? - Willy suspirou fundo.
- Com que dinheiro? Além disso, eu sei que Ricky vai aprontar alguma. Sabe Moncho, nunca na minha vida toda eu me vi tão sem saída como agora. Antes eu sempre dava um jeito em tudo - Moncho tentou animar o amigo.
- Ainda pode, Willy. A situação não tá tão ruim como você pensa. As pessoas gostam de você e vão continuar gostando. Não é só a aparência que conta - Willy foi para a frente do espelho.
- Eu sei Monchito, mas eu não quero que me olhem com piedade e eu sei que vai ser assim.
- Olha, depois que passar os três meses que o médico mandou você ficar sem fazer esforço ou pegar peso, como você fazia antes, você pode ir no ginásio e ver a reação das pessoas. De repente nem vai ser tão ruim assim como você pensa.
- É… Pode ser… - Willy se perdeu em seus pensamentos.

Quando Moncho estava indo embora, Ricky vinha chegando. Com sua forma debochada, ele zombou de Moncho:
- E aí, Moncho, como vai o meu filhinho? - Antes que Moncho esboçasse uma reação, Willy já tinha acertado um soco em Ricky.
- Cala a tua boca! Você não tem direito algum de chamá-lo assim! - Ricky retribuiu o soco. Mas Willy colocou para fora toda a sua raiva. Acertou o rosto do irmão até vê-lo sangrar e só parou porque Moncho o segurou.
- Willy, para! Você não pode receber pancadas no rosto, o médico falou. Para! - Willy urrou de raiva. Depois, sem conseguir conter-se, pegou Ricky pela camisa.
- O que você quer aqui? Veio buscar alguma informação pro seu patrão? - Como Ricky não respondeu, Willy o acertou nas costelas.
- Fala!
- Abre teu olho irmãozinho, porque Jorge Solis quer saber se a ricaça da mãe dele anda vindo aqui te visitar. E é bom que ela não venha porque desta vez, ele vai te arrumar um paletó de madeira - Willy, tentando manter o controle, fechou os olhos e respirou fundo.
- Não me chama mais de irmão porque irmão não faz com outro o que você fez comigo. Arruma tua trouxa e vai embora daqui. Eu posso ir na polícia a qualquer momento e dizer quem foi que fez o estrago na minha cara - mesmo com o rosto sangrando, Ricky debochou de Willy..
- Eu sei que você não vai falar nada por causa da Jefa. Você tem o coração mais mole que manteiga - Willy soltou outro urro de raiva e no momento exato em que ia socar o rosto de Ricky novamente, Lala entrou em casa.
- O que passa aqui?! - Ela se colocou entre os dois. - Respeitem a nossa casa, vocês são irmãos! - Willy soltou Ricky. Lala olhou para os dois. - Por que estão brigando? - Willy olhou sério para Ricky e apontou o dedo indicador para ele. Depois, inconformado, foi para o quarto. Lala olhou para Moncho, que imediatamente se retirou. Ricky, também sem falar nada, foi para o banheiro lavar o rosto ensanguentado.
No quarto, sentado na cama, Willy limpava o rosto e pensava em como sair daquela situação sufocante. Lembrou de quando disse a Deus que ele poderia mandar qualquer prova que ele aceitaria em troca de ter Lucía.

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